Prospero's Books de Peter Greenway
"The Pillow Book" de 1996 é outro grande filme de Peter Greenway.
http://www.youtube.com/watch?v=z4I75Rvb0zo
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo... Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer Porque eu sou do tamanho do que vejo E não, do tamanho da minha altura... Alberto Caeiro email da minha aldeia






Neste livro, Agustina Bessa-Luís conta-nos a misteriosa história de Emília de Sousa, através de quatro gerações. Emília de Sousa era uma bela prostituta, por quem Almeida Garret se apaixonou e transformou-a na grande actriz dos finais do sec. XIX. Mais tarde, casa-se com uma das mais proeminentes figuras da Madeira, o abastado Gaspar de Barros e muda o nome para Rosalina de Sousa a “Baronesa do Mar”.
Charles Taylor, o antigo autocrata da Libéria foi hoje acusado em Haia de crimes de guerra contra a humanidade. O rol de acusações inclui: homicídio, recrutamento de crianças soldado, exploração sexual das mulheres e trabalho escravo para a exploração diamantífera. As atrocidades perpetradas por Charles Taylor na guerra civil são das mais hediondas que se possa imaginar. As vítimas, tanto população civil como soldados opositores, eram mortas de forma rotineira, a tiro, à machadada ou queimados vivos. Os soldados escolhidos para levar a cabo tais actos eram em grande número crianças, que foram usadas para combater e cometer todo o tipo de crimes. Estas eram espoliadas das famílias, e por vezes obrigavam-nas a matar os próprios pais. Mulheres e raparigas eram também levadas pelas forças rebeldes para serem usadas como escravas sexuais. Desta maneira chegou ao poder na Libéria e instigou a guerra civil no país vizinho, Serra Leoa, com interesses na exploração de diamantes.
A Libéria (do latim, “terra livre”) é um país Africano criado pelos Estados Unidos da América por volta de 1916, com o intuito de fazer emigrar os escravos libertados no país, apesar da abolição ter chegado apenas em 1860. Esta medida reveste-se de carácter profiláctico e não altruísta. É que segundo a opinião da época, receava-se que esses negros não se integrassem na sociedade, e que daí advinha certas situações nada convenientes para a sociedade branca, como a criminalidade e outra mais xenófoba, o casamento inter-racial. O promotor desta espécie de diáspora foi a American Colonization Society, que então adquiriu uma parcela de terra perto do cabo Mesurado e aí instalou os primeiros colonos negros. Os conflitos com os povos nativos foram sempre uma constante até hoje. Em 1847 a Libéria declarou independência e o partido True Whig dominou a vida política até 1980. A sua constituição é um decalque da constituição americana e a bandeira nacional são de óbvia inspiração. Nesse ano Samuel Doe protagoniza um golpe de estado e executa o então presidente Tolbert. Em 1989 o National Patriotic Front of Liberia (NPFL) toma em pouco tempo conta do país, mas dissidentes do NPFL formam o Independent National Patriotic Front of Liberia (INPFL) que impedem este de tomar Monróvia (capital da Libéria) e assassinam o Presidente Doe. A Comunidade Económica da Africa Ocidental enviou uma força de paz a ECOMOG, mas o cenário de guerra expande-se e são quatro forças em conflito a NPFL, a INPFL, a ECOMOG e a United Liberation Movement of Liberia for Democracy (ULIMO), esta composta por antigos aliados do presidente Doe. A guerra dizima o país cerca de 200 mil morrem e um milhão vive como refugiado. Esta guerra cria uma das maiores atrocidades, típicas nos conflitos em África, o recrutamento de crianças soldado. Os grupos rebeldes como o NPFL dizimavam aldeias e obrigavam as crianças a matarem os seus pais, davam-lhes drogas e obrigavam-nos a combater. As raparigas, normalmente, eram feitas escravas sexuais do exército rebelde. Consta que 15 mil crianças lutaram neste conflito, em ambas as partes e que muitas unidades eram constituídas apenas por crianças.